O resgate da essência selvagem feminina por Clarissa Pinkola Estés | Mulheres para Ler

domingo, 14 de junho de 2020

Psicologa jungiana, Clarissa é também uma poeta e escritora norte-americana. Meu primeiro contato com ela foi através do seu livros de contos intitulado “Contos dos irmãos Grimm” cujo prefácio que ela escreveu me ganhou por completa. Algo me dizia que era uma escritora inteligente e completa. Não me enganei. De todas as suas obras essa é a que mais destoa dos demais.

 

Ela escreveu seu primeiro livro aos 25 anos, porém o mesmo só seria publicado 25 anos depois. Tenho certeza que você já leu ou ouviu alguém falar sobre “Mulheres que correm com os lobos: mitos e histórias do arquétipo da mulher selvagem”. Uma obra atemporal que trouxe sucesso e reconhecimento para ela e é lido até os dias presentes. Adianto que não é uma leitura fácil, é preciso muita atenção e comprometimento para a desconstrução e o autoconhecimento que o livro propõe. Conheci uma booktuber que demorou um ano até lê-lo por completo, eu ainda nem cheguei à metade.


Imagem: La Oliphant 

Filha adotiva de imigrantes húngaros analfabetos e sem condições financeiras, Clarissa viveu com seus pais biológicos até seus 3 anos de idade. Sua família biológica tinha descendência mexicana e nativa americana, explicando o fato da mesma falar em espanhol desde os 3 anos. Sua ancestralidade também é tema de algumas de suas obras, ela a cita a importância de ouvir e dialogar com a mesma em “Mulheres que correm com os lobos” mas ela vai a fundo no tema em “A ciranda das mulheres sábias”, seu livro de lançamento mais recente.


Psicologa, poeta, escritora, roteirista e humanitarista. Há mais sobre ela do que alguém possa escrever. Convido você a conhecer e ler Clarissa Pinkola Estés e se permitir a desconstrução que ela te convida a fazer. 

"(...)Se você alguma vez foi capturada, se você alguma vez sofreu de hambre del alma, uma fome da alma, se você alguma vez se sentiu num alçapão e especialmente se você tem uma compulsão a criar, é bem provável que você tenha sido ou seja uma mulher braba. A mulher braba tem em geral uma fome extrema por algo profundo e, muitas vezes, pode ingerir qualquer veneno disfarçado na ponta de uma flecha, na crença de que ele é aquilo pelo qual sua alma anseia."
 - Mulheres que correm com os lobos, de Clarissa Pinkola Estés.

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