sexta-feira, 19 de junho de 2020

Summer Walker: Over it, uma estréia feminina histórica | Playlist

Imagem: Reprodução/ divulgação capa do álbum

Summer Walker e lançou sua primeira mix tape comercial  Last Day of Summer  em outubro de 2018, apoiada em seu single principal 'Girls need love', a Mix tape conta com doze musicas incluindo um remix de Girls Need love com participação do rapper Drake. As musicas cantadas por Summer nessa mix tape retratam  seus pensamentos sobre o amor, duvidas e sua feminilidade. No final de 2018 saiu em tour com 6LACK na turnê  From East Atlanta With Love


O sucesso de Walker chamou a atenção da Apple Music, que  nomeou Summer Walker como sua mais nova artista Up Next e em 2019 a cantora se tornou a oitava artista do gênero R&B mais escutada ao redor do mundo na Apple Music. A cantora e compositora de 24 anos lançou Playing Games dia 23 de outubro de 2019, primeiro single de  seu álbum de estréia Over It. Mais tarde em 04 de outubro de 2019, lançou seu primeiro álbum na íntegra, sendo muito elogiado pela crítica. 


Imagem: Billboard


Summer Walker é  com certeza um grande destaque no R&B contemporâneo. As letras são em sua maioria românticas, ela canta muito sobre amor e a sensualidade está sempre presente em suas composições e melodias. Uma das compositoras de playing games primeiro single da artista é a cantora Beyoncé. Walker é uma iniciante no mundo da musica, mas isso não a faz menos prestigiada, muito pelo contrário. Seu álbum de estreia debutou em segundo lugar  na parada da Bilboard200. Com 134.000 cópias vendidas do em sua primeira semana de estréia.


 A cantora  fez história quando com o lançamento de Over It ganhou a maior estreia de streaming de todos os tempos para uma artista. Um feito até então inédito para uma artista  feminina de R&B. Walker também foi o vencedora do prêmio de   BET  'Melhor Novo Artista' no Soul train music awards de 2019.

quarta-feira, 17 de junho de 2020

Onisciente: uma série de ficção cientifica retratada no Brasil | Viciadas em Séries

Imagem: bronisciente.
Sinopse: No futuro, cidades são monitoradas por drones 24 horas por dia. Uma jovem descobre um assassinato que não foi relatado pelo sistema de segurança Onisciente, e decide, então, descobrir o que estão tentando acobertar. Do mesmo criador da série “3%”, Pedro Aguilera, também produção brasileira e original Netflix. A série traz Carla Salle como protagonista ao lado de nomes como Jonathan Haagensen e Marcelo Airoldi. Foi lançada dia 29 de janeiro de 2020.


É impossível ler a sinopse da série e não pensar em Black Mirror versão brasileira, confesso que fiquei apreensiva para assisti-la por causa do meu complexo de vira lata, mas logo no primeiro episódio a trama me segurou até o ultimo. Antes de tudo, eu sei que a Carla Salle não tem expressão, eu prometo que a atuação dos coadjuvantes fez a série valer a pena.

O roteiro é uma mistura de ficção científica com uma ponta de suspense causado por um mistério que ronda a trama. Fala sério, uma sci-fi ultratecnológica no Brasil é muito boa. Foi ótimo ver que nosso país também tem suporte para progredir mesmo que seja na ficção, não quero bacuralizar, mas foi ótimo assistir um futuro utópico tecnológico se passando nas ruas do Rio de Janeiro. Na trama, a cidade palco dos personagens é monitorada por um sistema de segurança chamado “Onisciente”. A premissa é a vigilância constante de todos os habitantes através de um drone que acompanha os indivíduos 24 horas por dia. O que torna tudo isso legal? Todas as gravações são analisadas em tempo real por um computador central, fazendo-se desnecessário a vigilância ou avaliação de humanos.

Imagem: BR 104

Confie, a história é bem mais complexa do que parece e o enredo é totalmente coeso, amarradinho e sem furos. Você não vai se arrepender de dar uma chance para essa série brasileira. Caso se arrependa, atualmente só tem uma temporada ainda com 6 episódios. Vale a pena arriscar.

Assista o trailer oficial.

segunda-feira, 15 de junho de 2020

Insubmissas Lágrimas de Mulheres | Estante


Para quem conhece a escrita da Conceição Evaristo, já sabe que a escritora trabalha com o que chama de ‘escrevivência’, ou o ato de se escrever o que se vive. A possibilidade de ser protagonista de sua própria história, o direito de ser o dono de sua própria narrativa... o que talvez sejam atos corriqueiros na vida de alguns, certamente não o são para mulheres negras.
Em Insubmissas Lágrimas de Mulheres, Conceição não faz diferente. O livro, publicado pela Editora Malê em 2016, também perpassa o contar de história de tantas mulheres que vieram e foram. Tantas que somos. Acompanhamos uma narradora que conhece diversas mulheres negras em suas viagens, e todas elas nos permitem conhecer seus caminhos, suas dores, seus afetos. É assim que, por exemplo, conhecemos a força de leoa de Shirley Paixão; a primeira paixão de Isaltina Campo Belo; e Mary Benedita, com sua fome insaciável do mundo.


Fácil de ler, o livro traz a poética de maneiras que só a Conceição Evaristo consegue ter ao descrever o dia-a-dia. São treze mulheres com histórias e trajetórias singulares, mas que uma coisa as une bem para além de entrarem em contato com a narradora: todas são mulheres negras. E isso é maior que qualquer coisa – é não compartilhar das mesmas trajetórias, mas se ver refletida em cada pincelada.
Como diz Mary Benedita: ‘como pintar a concretude da solidão de uma mulher?’. Creio que o quadro que Evaristo nos apresenta faz com que possamos, ao menos, espiar pelo buraco dessa fechadura.

domingo, 14 de junho de 2020

Ctrl, três anos de sucesso | Playlist

Imagem: Reprodução/ divulgação capa do álbum

Solanána Ímã Rowe ou simplesmente SZA. Como é mundialmente conhecida a cantora de 29 anos. Conheci SZA através de um vídeo no Facebook uns anos atrás. No vídeo, uma jovem interpretava em frente a um espelhos uma das frases da música Love galore, canção de seu primeiro álbum com participação do rapper Travis Scott. Desde então fiquei apaixonada e não largo mais essa mulher.


Sza tem uma história um tanto quanto recente na indústria de música.  Em 2013, lançou duas mixtapes intituladas see.sza.run e S.

Ainda em julho do mesmo ano assinou com a Top Dawg entertainment, gravadora de Hip-Hop, na qual em abril de 2014 lançou seu  EP de estreia o Z. Nós anos que se seguiram Solána entrou em hiato musical, ou seja: Deu um tempo em lançamentos pois estava preparando seu álbum de estréia, crtl. Lançado em 9  de junho de 2017, o disco foi muito bem aceito pela crítica e aclamado mundialmente. Debutou em terceiro lugar na parada Top200 da Bilboard. A cantora chegou a ser indicada ao Grammy, mas não levou o prêmio.


As letras da músicas de Sza são melódicas e muito sensíveis. A composição falam muito de si e a mesma canta sobre sexualidade nostalgia e abandono. Ela literalmente canta sobre a solidão da mulher negra. A dificuldade que tem em der assumida por um homem que a ame de verdade.  Sobre o incomodo de ser procurada por uma pessoa que não quer nada sério com ela. Sobre não ser bonita o suficiente. Como ela canta na música que abre o álbum:

 I could be your supermodell
If you believe
If you see it in me” 

Eu poderia ser sua supermodel se você acreditasse, se você visse isso em mim.

A melodia das músicas pode soar romântica e tranquila algumas vezes, mas as letras de sza são fortes e retratam muita tristeza. Quem sabe na próxima não trago uma música analisada pra gente debater mais esse assunto?


quarta-feira, 10 de junho de 2020

Hollywood: uma visão utópica do cinema | Viciadas em séries


imagem: google


Obra de Ryan Murphy e Ian Brennan, também criadores de "Pose", "Freud" e "Glee". Hollywood é uma minissérie que se passa na década de 40, e que segue fielmente a linha artística dos autores de mesclar ficção com realidade. A trama central da série é um grupo de jovens sedentos pelo sucesso na indústria cinematográfica, e que durante o enredo se encontram para fazer um filme.


Os personagens são imediatamente carismáticos e carregam consigo características, que para a indústria da época afastam as chances de serem reconhecidos. São negros, gays e mulheres que tiveram que lidar com assédio, racismo, machismo e prostituição. No mesmo instante, a história nos remete uma sensação de ingenuidade absoluta ao comparar com a realidade que vivemos, e pergunta: será que se tais posições tivessem sido tomadas naquela época sobre esses assuntos teríamos uma sociedade diferente hoje? 


Talvez. Essa é a magia de mesclar ficção com realidade, com certeza o resultado é uma utopia. 
Hollywood tem apenas uma temporada, e está disponível na Netflix desde 1º de maio, e é uma produção que vale a pena adicionar na sua lista de séries para maratonar nesta quarentena. 






segunda-feira, 8 de junho de 2020

Arquétipo de uma Escritora


                    
                                                        Imagem: Google

Quase sempre me perguntam como arrumo inspiração pra escrever, bem, hoje decidi esclarecer o que me instiga a continuar com isso.

Não sei como arrumo inspiração para me sacramentar no gênero crônica, só sei que arrumo. Quer dizer, “arrumar” é um termo relativamente pejorativo quando estou falando da escrita, prefiro dizer que que as palavras nascem porque devem nascer. É a necessidade de expressão, o que me salva da realidade. 

A escrita é um deleite - pra quem lê - e uma tortura pra quem disserta. 
Digo, não se sabe como o outro vai reagir aquele seu reflexo... escrever é a minha arte e a minha fraqueza. E não, a escrita não precisa ser baseada em fatos reais, não estou pleiteando nenhum Oscar ou coisa do tipo. 

Deixando de lado a vaidade que há em mim, assumo que o que me instiga a escrever e continuar escrevendo é unicamente a necessidade de sentir e deixar fluir.  Me refaço em outros personagens, outros cenários, outras cores e outras dores. Considero quase como magia.  

Queria escrever mais. Queria escrever sobre escrever. Queria escrever sobre o quanto gosto de escrever. Queria escrever sobre o que escrever me faz sentir, porque de todos os meus amores e de tudo o que passa por mim, minha escrita não me abandona - até porque vivo pedindo a Deus pra me livrar desse momento. Por Deus, não. Eu deixaria de ser eu. Queria escrever sobre escrever e escrever e escrever.

Tá, assumo, há uma obsessão nisso. Mas somos assim mesmo! Nos apaixonamos e só queremos falar sobre a pessoa dos sonhos. Nos decepcionamos e só queremos falar sobre a dor. Arrumamos um emprego e só queremos falar sobre o emprego. Assim sucessivamente. Repetitivos e enfadonhos, eu diria. 

Assim sou com a escrita.

Às vezes me sinto tão sufocada com a realidade que não consigo falar sobre absolutamente nada. Mal consigo pensar, fico aprisionada num turbilhão de coisas. A escrita quase sempre me salva, me compreendendo melhor do que eu mesma. Sempre foi assim, acho que estou aprisionada. 

Reconhecimento nunca esteve em questão. Faço por mim. Essa sou eu.