terça-feira, 26 de junho de 2018

Liberado o trailer de The Hate U Give | Manteiga de cinema

Finalmente liberaram o trailer de The Hate U Give ou traduzindo para português O ódio que você semeia publicado no Brasil pela Galera Record.

Estou pedindo aos céus que cuidem do marketing desse livro/filme, pois além de tratar de um assunto extremante importante que todo mundo precisa ler este livro e ver esse filme. Já comentei sobre ele por aqui nas notícias de adaptações E atualmente ando relendo ele para fazer uma resenha descente, pois fiquei tão impactada e me sentindo tão mal quando acabei que não conseguia escrever uma linha.

O filme estréia nos EUA dia 19 de outubro e no Brasil ainda não em data de estréia. A resenha do livro sai em breve. 

segunda-feira, 25 de junho de 2018

Minha vida mora ao lado | Estante

Nome: Minha vida mora ao lado.
Autora: Huntley Fitzpatrick.
Editora: Valentina.
Páginas: 319 páginas.
Classificação: 
Onde encontrar: Amazon | Cultura| Saraiva | Submarino

Sinopse: Sam sempre gostou de espiar seus vizinhos pela sua janela. A sua família é muito regrada e sua mãe tem carreira na política e esta focando nela e neste verão, a sua irmã está de férias, mas decidiu não voltar para casa desta vez. Ela sempre observou os Garret seus vizinhos uma família grande e muito divertida da qual ela espia pela sua varanda há anos. Desta vez, uma estranha coincidência faz com que um dos filhos desta família acabe ficando próxima dela naquele verão.

Seria clichê dizer que Samantha nem de longe esperava o que estava prestes a acontecer? Ela sempre teve uma vida muito certinha sob os olhos de sua mãe. Porém este verão ela decidiu se dedicar a carreira política o que deixou a garota um pouco mais a vontade para ter experiências novas e conhecer pessoas diferentes. Numa noite de verão Jase Garret acaba se aproximando e o todo aquele barulho, afeto e caos que ela sempre que fizesse parte da sua vida estava mais perto do que esperava.

Quanto mais eles se aproximam mais percebem que estão se apaixonando um pelo outro. Porém eles precisam aprender lidar com todas as desavenças a respeito de suas famílias e primeiro amor. Até que algo acontece com Sam e ela se vê perdida a qual família recorrer. Será que alguém está pronto pra sacrificar tudo pela verdade?

Minhas impressões:
A narrativa da autora é cativante. Estava tão saturada de mais do mesmo que quando li, fiquei muito feliz de que apesar do enredo clichê pelos mesmos dilemas adolescente os personagens eram um pouquinho fora da curva. Livros com enfoque familiar são sempre os meus favoritos e as discussões a repeito de família deste livro são bem relevantes. Tem muitos personagens e todos eles tem um papel importante nesta história, o que é muito legal e difícil de ser feito sem deixar cansativa a leitura. Meu favorito sem dúvida é o irmão mais novo do Jase o George chama a Samantha de Sailor Moon e ama toy story. 

A leitura é muito gostosa e amo ler sobre famílias grandes muita confusão, gritaria e diálogos engraçados. A risada é garantida assim como suspiros como naquelas filmes da sessão da tarde. Também vamos ter umas reflexões a respeito de descobertas e maturidade na adolescência, afinal todo YA tem. O diferencial é a forma como é retratado e escrita gostosa da Huntley que deixa tudo mais leve.

É mais que um romance de verão é um grande diálogo sobre família, amar e ser amado. E tudo isso vai transformar ela como pessoa e isso não se dá apenas em função do seu relacionamento. As mudanças que ocorrem devido a aproximação dos dois mudam a perspectiva que a ´personagem tem sobre a vida e principalmente como pessoa. Também tem uma discussão sobre política de forma mais romantizada é claro, pois esse não é o foco principal da história.


Citações favoritas:

Acho que gosto de coisas que exigem tempo e atenção. Vale mais a pena assim.

Você está andando por um caminho, impressionado com a perfeição dele, com o fato de você se sentir incrível e, algumas esquinas depois, se perde num lugar pior do que qualquer coisa que poderia ter imaginado.

No entanto, nunca sabemos com certeza se, quando as coisas desmoronarem, vamos pensar na nossa segurança primeiro ou se isso vai ser a última coisa que vai passar pela nossa cabeça.

Nenhuma palavra é dita por um longo tempo. Mas tudo bem, porque até as mais importantes são apenas substitutos para o que podemos expressar de forma melhor sem nada a dizer. 

Não tem nada a ver com o jeito como as coisas parecem ao longe e tudo a ver como o modo como ela são de verdade.

domingo, 24 de junho de 2018

Uma carta no word | Escritos

Foto: Pinterest


Queria te escrever uma carta a próprio punho vovô, mas pensar que você nunca podeira ler ela para ti dói demais e prefiro escrever no word. Sinto tanta sua falta nos meus domingos, dos seus apelidos carinhosos e de como ficava feliz por eu gostar tanto de ler. Queria que soubesse que as pessoas talvez não tenham entendido o porque não consegui me trancar em casa num quarto quando você partiu e julgaram que não te amava.

Eu te amo tanto que dói e mesmo nunca tendo contado para você das minhas crises de ansiedade (você se foi antes), na minha cabeça não me permitir viver era ser egoísta contigo. Seu ciclo por aqui terminou e isso não significa que o meu que mal começou tem que ser como as outras pessoas querem que seja. Dois dias depois do seu enterro, ouvi Nando Reis com meus amigos, tentei me divertir e quando ele cantou pude sentir que meu coração finalmente teve paz.

Você estava em paz.   

Te ver no hospital foi muito difícil pra mim, você nem sabe o quanto, desculpe não ter ido mais vezes aquele ambiente não faz bem é um dos meus gatilhos emocionais. Guardei os adesivos das visitas no meu caderninho e não consegui escrever nada desde quando sai do seu enterro. Era como se as palavras fugissem de mim o que é frustante, pois sou metade literatura e a outra metade escrita. E não escrever sobre isso se tornou uma bola de neve que me bloqueou por meses de dizer o que sentia. 

Sinto sua falta.

Muita.

Mais do que poderia pôr em palavras.

Queria que estivesse aqui para contar dos meus livros que estão finalmente saindo da minha cabeça, pois parei de ter medo do que as pessoas vão achar e me preocupo mais se vou ser feliz com o que escrevi. Minha escrita vem tomando rumos surpreendentes e assustadores para uma garotinha que tinha diários e escrevia sobre seus desamores, as coisas que ela não entendia nos relacionamentos familiares e a morte (ainda não entendo isso, mas tudo bem). 

Cresci tanto em pouco meses que às vezes me olho no espelho e me pergunto se sou a mesma pessoa. Aprendi a me perdoar e entender que está tudo bem errar, minhas imperfeições me deixam mais leve e longe da frustração, pois de perto ninguém é "normal" e "perfeito". Não sei onde você está e se um dia terei oportunidade de dizer o quão especial tu és pra mim de novo, mas só quero que saiba que eu amo você. 

Com amor, Andresa.

quinta-feira, 21 de junho de 2018

Primeiro teaser de To All The Boys I've Loved Before | Manteiga de cinema

Foto: Netflix.

Depois de anunciar a data o filme que será distribuído pela Netflix. Finalmente temos o primeiro teaser do best seller do New York Time To All The Boys I've Loved Before traduzido no Brasil como Para todos os garotos que já amei e publicado pela Editora Intrínseca.

Pelo trailer já podemos ver que o filme será um compilado dos três primeiros livros por causa de algumas cenas como a do ofurô que só acontece o segundo livro da série. Eu, particularmente achei melhor assim do que se fossem três filmes. Como a autora Jenny Han teve bastante participação ativa na produção do filme isso me deixou mais segura que vão sempre respeitar a obra antes de qualquer coisa.

Ansiosa pela trilha sonora do filme muito, pelo trailer oficial, as composições feitas no filme, enfim para finalmente poder conferir tudo!

Achei um vídeo muito legal do Leandro Alves que comentando a respeito sobre o elenco, caso  ainda não conheçam, confiram:


Vai ter resenha dos livros por aqui? Não só vai como estou bolando umas coisinhas bem legais para semana de lançamento do filme. Caso queiram sugerir alguma coisa nas redes sociais é só comentar suas sugestões. Acompanhem as redes sociais do blog principalmente o instagram para ficarem por dentro de tudo!

terça-feira, 19 de junho de 2018

Outros jeitos de usar a boca | Estante


Nome: Outros jeitos de usar a boca.
Autora: Rupi Kaur.
Editora: Planeta.
Páginas: 208 páginas.
Classificação: 

Sinopse: Rupi escreve mais que poemas sobre amor, abuso, família e relacionamentos. A poesia dela transcende um patamar que talvez não seja compreendido por todos, afinal poesia contemporânea tem diversas ressignificações em suas vertentes. As suas palavras são duras e simples escritas em poucas linhas, mas que carregam mais carga emocional maior que um livro inteiro.


A narrativa de Rupi logo ficou famosa, após um vídeo da youtube Jout Jout, mas ela já era famosa no tumblr anos atrás antes de ser publicada. Ela é conhecida como Instapoet pelas suas poesias no instagram tem dois livros publicados no Brasil. Sua poesia encantou jovens e adultos o que fez com seu livro ganhasse edição especial capa dura e vende-se mais de 100 mil exemplares. Segundo uma entrevista da autora numa feira de Barcelona publicada no ElPaís, ela mencionou que seus poemas traduzem o que é universal justamente com suas ilustrações. No começo, acreditava que eram questões de garotas como ela asiáticas ou que emigraram, mas viajando por feiras literárias percebeu que as questões eram universais.

Seu livro é divido em a dor, o amor, a ruptura e a cura. Desde o início da narrativa sua poesia nos mostra o quão intensa, profunda e real é. Não é simples explicada, mas é fácil compreendê-la. Sua questões sobre feminismo, abuso e dor podem vir a ser gatilho. Então, peço que os leitores mais sensíveis a tais questões tenham cuidado ao lerem.


Minhas impressões: 
Escrever sobre Rupi é difícil, às vezes acho que palavras não suficientes para descrever o talento para denúncia do mundo desta mulher. E o quão isso é passado através dos seus poemas. 

Poesia feminista contemporânea, têm sido um marco para está geração tanto como denúncia, mas como aprendizado. Não é segredo que o feminismo têm se feito presente na vida de milhares de jovens na atualidade através da internet, mas apesar de saber que meus esforços para estudar, compreender o movimento e ajudar em casos que estejam ao meu alcance. Ainda é preciso que livros como este estejam em alta para que outras jovens não tão privilégiadas como nós tenham acesso a este conteúdo por terceiros, como presente ou até em bibliotecas públicas para que saiam de sua zona de conforto e lutem por todas nós.

Quando comecei essa resenha não saberia se que conseguiria me expressar bem sobre está obra, mas a autora fez e faz isto muito bem não só por mim, mas como por todas nós.
  

Citações favoritas:

Toda vez que você 
diz para sua filha
 que grita com ela por amor
 você a ensina a confundir 
raiva com carinho 
o que parece uma boa ideia 
até que ela cresce 
confiando em homem violentos
 porque eles são tão parecidos 
com você. 

a ideia de que somos 
tão capazes de amar
mas escolhemos
ser tóxicos

você tem dores
morando em lugares
em que dores não deveriam morar

não se dê ao trabalho de agarrar
 aquilo que não te quer
- você não pode obrigar ninguém a ficar

não procure cura
aos pés daqueles
que te machucaram

perder você
foi o que levou
a mim mesma

o copro das outras mulheres
 não é nosso campo de batalha

como você ama a si mesma é 
como ensina todo mundo
a te amar

sábado, 16 de junho de 2018

Links mais legais desta semana #03 | Blogosfera


O insuportável do corpo feminino,  Diana Corso - Comecei a assistir Café filosófico por causa do Enem e hoje assisto como qualquer outro canal no youtube mesmo, pois sou apaixonada pelas pautas, pessoas convidadas e por sempre trazerem uma visão diferente ou parecida da minha. O que me retira da minha zona de conforto e me faz estar em constante questionamento sobre tudo. O programa passa na TV Cultura e este pertence a série: “A sexualidade como ela é” de curadoria de Fabricio Carpinejar (Escritor).

Não sei se vocês conhecem o Medium (uma plataforma e também aplicativo para consumir conteúdo em sua maioria textos) é comum encontrar tanto escritores nacionais como gringos, professores, sociólogos e etc. Dentro esta plataforma existe o Mulheres que escrevem que nada mais é uma do que uma conversa entre escritoras. Escolhi alguns textos para deixar para vocês:

Uma lista de tarefas para o amor-próprio. E caso você caiu aqui de paraquedas e não curte tanto leitura quanto eu. Senta e assiste esse vídeo do Gui Pintto, mas calma não desiste da literatura você ainda não encontrou o livro certo.  

Por que é importante ler mulheres? Como diz a própria discrição uma reflexão sobre um livro chamado Deslocamentos femininos de Maria Rita Kehl.

E este vídeo da Ellora Haonne sobre crescer e o gentileza. Seja mais gentil com você. Queria dizer várias coisas  respeito, mas o vídeo vale mais do que tudo que possa escrever agora. O clipe do Bruno Gadiol que trouxe pra arte o que é se sentir mais confortável com ser quem você é. Escutem e assistam Seu costume. E vejam esse este vídeo também junto como Gui também.

segunda-feira, 11 de junho de 2018

Greenhouse Academy: Uma escola diferente | Viciada em séries

Imagem: Twitter

Greenhouse academy foi uma das últimas séries que maratonei depois do vestibular, pois não sabia como começar uma rotina sem estudar e estava meio confusa não queria assistir documentários, nem filmes muito críticos e pesados Optei pela série por parecer mais leve e cada episódio só tinha aproximadamente vinte minutos então tinha uma desculpa para vegetar o dia inteiro na minha cama.

A série foi lançada pela Netflix dia 8 de setembro de 2017.



Greenhouse é uma escola incomum com suas atividades afim de estimular a competitividade dos seus alunos, os ensinar a trabalhar em grupo e para formar futuros líderes. Divididos em dois grupos os Eagles (esportistas) e o Reavens (intelectuais) os gêmeos Alex e Hayley vão participar cada qual de um grupo e em meio as brigas, discussões, tarefas e esportes. Sua mãe foi uma das alunas mais brilhantes desse colégio e logo após a sua morte Alex ficou focado em conseguir entrar nesta escola o que acabou levando sua irmã a estudar lá junto com ele.
Devido aos episódios serem bem curtos e ter em média vinte minutos que acaba deixando algumas lacunas na série prejudicando seu desenvolvimento em alguns pontos, mas os episódios curtos acabam chamando atenção de novos espectadores que não são acostumados a assistirem séries com frequência ou geralmente optam pelos menores.

O enredo é bem clichê e talvez não agrade a todos por isto. O roteiro apesar de extremamente adolescente não é tão ruim como o da maioria das séries de mesmo gênero. Existem duas temporadas disponíveis na Netflix e após o final da segunda temporada o serviço de streaming ainda não divulgou se a série será renovada para uma terceira temporada. 

Deixando todos os fãs ouriçados, pois o desfecho da segunda temporada deixou várias possibilidades em aberto. Confira a playlist da 1ª temporada:
    

terça-feira, 5 de junho de 2018

Tá tudo bem, não estar bem | Escritos

Gif: Tenor.


Às vezes a gente se cobra demais e nos condena demais por não seremos as pessoas que esperávamos que fossemos, já perceberam? É bem louco pensar nisso tanto que quando a gente para e vê o quão isso é real e nocivo pra nós mesmos. O pior é que só percebemos no meio do caminho quando já tem meio mundo bagunçado. Sempre esquecemos o contexto e nossas batalhas pessoais e só julgamos a linha de chegada e esquecemos do caminho percorrido. A gente fala tanta sobre empatia, gentileza e esquece de que você tem que ser tudo isso consigo mesmo também, não só com os outros.

Todos nós travamos batalhas pessoais importantes todos os dias e não temos que esquecer de nós dar mérito ao ter passado por uma barreira ou ter percorrido um caminho turbulento. A jornada do outro não é mais importante que a sua, não existe dor mais e menos dolorosa e muito menos competição de sofrimento. 

Tem uma frase de Extraordinário, um dos meu livros favoritos que eu gosto muito que diz: Quando tiver que escolher entre estar certo e ser gentil, escolha ser gentil. 

Escolha também ser gentil com você mesmo. Respeite suas escolhas, sua jornada e não diminua as suas dores pensando nas do outro. Isso não existe. Cada qual vive suas próprias escolhas e enfrenta o que lhe foi destinado. A vida nos move e nos leva para caminhos diferentes do esperado e isso faz parte de crescer. 

Crescer é bizarro. Afinal, um dia você acorda tem vários boletos para pagar, aluguel, luz, gás, água e internet. Tem todas as cobranças pessoais, externas, familiares e psicológicas. E temos que lidar com todos esse imprevistos e ter mais consciência de que estamos todos vulneráveis a isto. E tá tudo bem não estar bem o tempo inteiro.