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quarta-feira, 17 de abril de 2019

Verniz terceiro álbum da banda Zimbra tem um milhão de plays | Playlist

Na última sexta, 05, a banda Zimbra @bandazimbra, lançou seu terceiro álbum intitulado Verniz. Eles fizeram uma brincadeira para interagir com os fãs nas redes sociais antes do lançamento para descobrir o nome do disco com premiação ao vencedor. Nomes como Dinho Ouro Preto e Esteban Tavares fizeram participações nas faixas Céu de Azar e Quem Diria. O grupo é de Santos - SP, terra do cantor Alexandre Magno que foi vocalista do Charlie Brown Júnior, que tem influência na identidade musical da banda.  Apesar de ter diversas influências de outras bandas de rock nacional, o som dos caras de Santos é muito original. Letras melancólicas, mas também realistas e extremamente sensíveis. 

Bola (@bolazimbra), o vocalista e um dos responsáveis pelas letras sempre compõe sobre situações o cotidiano, dando um tom muito pessoal a suas letras, por mais que as histórias não sejam suas, a maneira como ele as dá voz tem uma sintonia muito particular com suas melodias, é incrível e pouco encontrada no cenário de música brasileiro atual, que está mais preocupado em produzir ritmos genéricos feitos apenas para vender e fazer sucesso.
O álbum atingiu um milhão de plays no dia que foi lançado e teve um recepção muito mais positiva ao contrário do azul disco que o antecedeu. Seu show de lançamento ocorreu em São Paulo no sábado passado dia 13, no Teatro Marz e contou com a casa cheia. Além disso, a banda também entrou em turnê e contando com sua mais longa viagem com shows pela estrada até agora.






A identidade musical do Zimbra só cresceu ainda mais nessas faixas novas, os trompetes muito particulares nas melodias que se encaixam em momentos muito específicos das canções vem desde O tudo, o nada e o mundo primeiro disco da banda. Com dez faixas,Verniz se destaca na cena brasileira de música e consagra um novo rumo na carreira de banda independente.

terça-feira, 2 de abril de 2019

Crítica sobre o filme “Us” (Nós)



Estamos em 2019 e ainda há falhas em representação nos filmes, tanto no elenco quanto na equipe. Jordan Peele aparece entre alguns diretores para quebrar o paradigma de filmes com personagens brancos como protagonistas.

 Diretor de “Get out” e agora de “Us”, Peel apresenta um thriller psicológico contando a história de Adelaide (Lupita Nyong’o) que passou por uma experiência traumática na infância. Nos dias atuais, ela e a família estão viajando e se encontram com os amigos no local em que sofreu o trauma. A atmosfera não é confortável e estranhos acontecimentos ocorrem quando uma família quase idêntica a eles (com suas peculiaridades) aparecem na frente da casa em que eles estão.

Com um forte elenco escolhido, as atuações estão impecáveis. A trilha sonora cria um ambiente perturbador e sombrio que prende a atenção. Ao longo do filme aparecem alívios cômicos para equilibrar o clima. São plantadas diversas metáforas e detalhes que são importantes para a história ser construída.

*Essa parte contém pontos importantes da trama, mas sem grandes spoilers.*

Entre várias teorias criadas para o filme, a desigualdade e exclusão social são apresentadas. Em uma das cenas, é perguntado para os doppelgängers quem eles são.

 A pessoa principal do grupo responde que são americanos. É possível conectar essa frase em questão politica quando os clones fazem uma corrente humana no país nos remetendo ao muro com o intuito de separar os Estados Unidos dos outros países; além de pensar que o nome do filme é “us”, sigla de United States. É mostrado “Jeremias 11:11” escrito em um cartaz que significa: “Eis que trarei mal sobre eles, de que não poderão escapar; e clamarão a mim, mas eu não os ouvirei.” A realidade dos doppelgängers é viver no subterrâneo com condições escassas. Eles são oprimidos, excluídos e negligenciados. Enquanto as pessoas que vivem na superfície têm oportunidades e condições de vida.

O filme está em cartaz nas salas de cinema. Se você está curioso para assistir ou já viu, comenta aqui suas expectativas ou sua opinião sobre o filme.

quarta-feira, 13 de março de 2019

Desconectada de mim | Escritos

Foto: Tumblr

Toda vez que as palavras fogem de mim, me desconecto de mim mesma. É incrível como a escrita me salva dos acúmulos dentro do peito e das minhas crises mais horríveis. Agora escrevendo isso eu até posso sentir uma dessas vindo, mas a cada palavra escrita é como se doesse menos. É muito difícil levantar todo dia, saber que tem uma vida toda pela frente quando quem se ama foi embora e não vai voltar mais. A vida é um sopro e cada dia que passa fico mais certa disso. Me mudei para uma cidade nova e apesar de levantar todo dia para ir a aula, anotar assuntos, responder perguntas, conversar e interagir sinto que parte de mim ainda fica adormecendo todo dia na minha cama. É como se não conseguisse mais vivenciar a mesma experiência de quando vim nas primeiras semanas antes do carnaval.

Alternar entre dor e tristeza profunda é um dos tantos estágios do luto. Apesar de a saudade me castigar todo dia ainda não parece que minha amiga se foi. Vejo nossas fotos, releio meu texto de despedida, olho para a pontinha da agulha no meu braço do dia em que doei sangue e ainda não parece real. Prometi que sua memória e legado enquanto pessoa viveriam comigo, Nicole, o vestibular solidário e todas as nossas amigas. Ainda leio suas mensagens no grupo às vezes, mas queria era ter coragem para escutar um de seus áudios sem ficar em prantos. Seu aniversário está se aproximando e sei que nesse dia levantar da cama e viver sem ti vai doer mais que o de costume.

Me apoiar na escrita era meu refúgio, mas nem isso tem me ajudado muito já que escrever se tornou uma tarefa quase impossível com o bloqueio. As leituras andam bagunçadas, a vida tento organizar um pouco todo dia, o coração parece mais leve num dia e no outro pesa de saudade de ti, meu cachorro, meus livros, meus pais, minha avó e os meu amigos. As noites aqui são frias e não tão quentes como em Recife o que faz com que me enrole no meu edredom e não queira sair de lá no dia seguinte, mas saio sabe. Me arrasto até o banheiro, escovo os dentes, visto uma roupa e calço um sapato. Sei que odiaria que me afundasse na ansiedade ou nos meus complexos internos e deixasse de viver. Por isso acordo, penso na sua força e até peço um pouco dela emprestada e assim vou viver.

Só viver.
Leve, devagar e uma coisa de cada vez.
Num ritmo menos Andresa de ser que estava sempre ligada no duzentos e vinte, mas aos poucos vou recobrando os sentidos a confiança em mim mesma, nas palavras e no que planejei viver aqui nessa cidade.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Sex education é tudo isso mesmo? | Viciada em séries


É sim e mais um pouco. A série foi lançada recentemente pela Netflix e foi um sucesso repercutindo bastante nas redes sociais, especialmente no twitter. Lançada em janeiro e já temos notícias de uma renovação devido ao seu sucesso no serviço de streaming.  A série ilustra a história de Otis Milburn (Asa Butterfield) um adolescente comum e tímido que vive com sua mãe que é terapeuta sexual. Mesmo sendo um garoto virgem ele sabe muito sobre sexo, devido a profissão de sua mãe e as conversas ao longo de seu crescimento. Junto com sua colega Maeve (Emma Mackey) eles decidem montar um clínica de saúde sexual para ajudar os seus colegas da escola.

A dinâmica entre os personagens e série é fantástica, o roteiro é sem duvidas maravilhoso e muito bem elaborado. A produção conta com muitas mulheres envolvidas o que é extremamente importante no mercado audiovisual, pois ainda existem muitos tabus a serem quebrados e a maioria dos nomes de sucesso de produtores, executivos e roteiristas é masculina. Contando com várias referências a cultura pop, várias discussões especialmente sobre corpo em especial o corpo da mulher no episódio seis da série fiquei arrepiada e abri a internet na mesma hora para procurar o nome da roteirista, pois uma cena incrível daquelas só poderia ter sido escrita por uma mulher. 

Sex education é cheia de clichês sim, mas todos são tão bem representados e ilustrados de forma tão natural que alguns passam até despercebidos. Sem dúvidas é uma série adolescente, porém feita para adultos, pois contém várias cenas de sexo explícito. Então verifique a classificação indicativa no site da netflix. Problemas sexuais na adolescência é mais comum do que imaginamos, pois falar de sexo ainda é um tabu muito grande especialmente para mulheres, pois não existe um estímulo para que se conheça o próprio corpo, não debatido nas escolas e muitos pais acham um problema discutir educação sexual nas escolas. O que é um equívoco, pois esconder sexo de adolescentes não vai fazer com que eles não façam, mas vai ocasionar em DSTS, gravidez indesejada, abortos clandestinos e etc.

Uma das discussões que mais me tocou foi a sobre aborto. Em um determinado episódio uma personagem vai a uma clínica segura e legalizada abortar. Especialmente no brasil, falar disso ainda é um problema devido a o governo conservador que se instaurou em 2019 e toda essa onda de conservadorismo excarcerada. Parece surreal para nossa realidade e fanatismo religioso isso acontecer, mas aquela cena gerou diversas discussões importantes na internet e entre outras mulheres.
Outro ponto a ser ressaltado é a questão da representatividade, pois é raro encontrar em filmes e séries para o público jovem. Existem personagens negros relevantes que não são postos como figuras de vilões o que é bem comum na cultura pop num geral, mas que vem mudando aos poucos. 
Também existe uma forte discussão sobre violência, sexualidade e religião. Uma das cenas mais incríveis para mim foi uma que o Erick foi a igreja com seus pais e em momento houve algum tipo de repreensão a respeito de sua sexualidade pelo contrário aquilo o deixou mais leve para ser ele mesmo e com vontade de ir ao baile. Existem milhares de razões para recomendar essa série, mas a principal é seu enredo envolvente e as discussões extremamente necessárias. Sex education é mais que um clichê adolescente foi a necessidade de um conteúdo adolescente clichê, mas responsável de qualidade.

TEDx Favoritos #02 | Blogosfera

O mundo sob a perspectiva da criança | Isabela Minatel - Nunca tive o sonho de ser mãe, mas sempre pensei que fosse seria através de adoção. As mães que leem este site gostaria de indicar esse TEDx sobre as dificuldades de criar um filho, especialmente de entendê-lo e respeitar suas escolhas. Sempre achamos importante estudar para ser médico, jornalista ou para um vestibular qualquer que seja, mas nunca para ser pais. E ao contrário do que dizem que toda mulher nasceu para ser mãe isso é a opinião mais equivocada que existe. Algumas nunca sonharam com isso e também não sabem por onde começar. De acordo com o patriarcado criar os filhos é uma tarefa exclusivamente feminina, o que faz com os homens deleguem essa função exclusivamente as mulheres o que além de errado é uma postura retrógrada e sem sentido.


A forma como você encara um momento pode mudar tudo | Paola Antonini - Paola é uma influenciadora digital que sofreu um acidente bem grave que resulta na perda de uma suas pernas na batida do caro. Esse vídeo me fez questionar como às vezes a minha perspectiva diante da situação transformei pequenos problemas em grandes situações complicadas e de como eu podia mudar tudo isso de agora em diante. Antes que alguém comente algo do tipo "ah e tem gente que não da valor a própria vida e blá blá blá" não existe competição de sofrimento. A gente pode sim escolher como vamos reagir a determinadas situações, mas é preciso antes disso reconhecer os seus privilégios que são responsáveis por como você pode reagir.


 A escalada dos vulneráveis | Ruth Manus - Ruth é advogada, professora universitária e escritora. A escala do vulneráveis me fez refletir sobre minha trajetória e de como tenho enxergado ao lado dos anos. Realização e sucesso são coisas diferentes, mas na maior parte do tempo nos prendemos a segunda na falsa ilusão de que isso vai nos trazer felicidade. Nessa palestra ela lista as dificuldades de ascensão social das minorias do mercado de trabalho, especialmente da sua trajetória enquanto mulher no campo do direito e mercado de trabalho.



O que é o amor ? | Ique Carvalho - Esse é provavelmente um dos vídeos que mais chorei na minha vida. Ique é escritor, publicitário e dono do antigo blog The love Code. Nesse vídeo ele fala muito sobre amor e família. O que é de fato esse sentimento para ele e como se manisfesta usando suas experiências pessoais. Após o fim de um relacionamento, seu pai recebeu o diagnóstico que estava com uma doença rara e a partir desse dia sua vida tomou um novo rumo. Em 2014, ele publicou seu primeiro livro Faça amor, não faça jogo que foi um Best Seller nacional.

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