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sábado, 4 de maio de 2019

Good Trouble é renovada para segunda temporada | Viciada em séries

Imagem: Reprodução, divulgação.

Good Trouble é um spin-off de The Fosters, que foi anunciado logo após o final da série. Nele acompanhamos a vida das irmãs Callie e Mariana Adams Foster após terem se formado na faculdade e se mudado para Los Angeles. O primeiro episódio capta uma atmosfera visual e sonora parecida com a série originária do spin, mas logo é descartado no desenrolar da trama. Apesar de derivada a série não é um continuação, mas sim um extensão e que carrega a mesma veia política e social em seu enredo. Temas como: racismo, sexismo, mulheres dentro do mercado de trabalho de TI, artes, advocacia, LGBTQ+ dentre outros são os temas centrais e mais discutidos ao longo da série.




Contando com doze episódios e uma sonoplastia impecável acompanhada da bela fotografa de Los Angeles. A trama se desenrola sem muita dificuldade e contando com a presença de personagens da série principal em alguns momentos. Particularmente pelos teasers divulgados antes da estréia não tinha apostado que a trama fosse contar com uma produção e roteiro tão bons, pois dificilmente séries derivadas tem uma produção boa de fato. Normalmente elas não passam de muitas temporadas ou logo são canceladas, porém devido ao sucesso a segunda temporada já está programada para junho deste ano.

Trilha sonora da série:

terça-feira, 30 de abril de 2019

A responsabilidade de cuidar só de mim | Escritos


Cada vez que vou e volto ao Recife sinto que uma parte de mim fica. Dessa vez, é como se alguém tivesse arrancando minhas raízes e já não faço mais parte da cidade que tanto amo. Cresci aqui, chorei nos ônibus dessa cidade (no metrô também), vive amores e alguns desamores também (talvez mais desamores). A cada pôr do sol me sentia mais em casa, mas dessa vez quando sol se pôs senti que já não faço mais parte daqui.

É doloroso ir embora, e a cada despedida uma parte de mim se esvai mais. Não quis festa, nem quis que me trouxessem na rodoviária da primeira vez, ninguém além do meu melhor amigo de infância. Isso causou uma estranheza geral, mas sou uma manteiga derretida o primeiro amigo chorando ia dizer: eu fico. Conheço meus limites e não vão muito além do que gostaria.

Sair da casa dos meus pais vem sendo a experiência mais louca da minha vida. Todo dia é uma surpresa nova, na maioria das vezes não é algo muito positivo. Mas foi bom e importante dar de cara na porta em alguns momentos. Sempre me julgaram muito madura pra minha idade, porém minha psicóloga me disse uma vez que não tinha aprendido a viver conforme a minha idade pelas responsabilidades que me foram concedidas enquanto nova. Essa coisa de "ah, mas a mulher amadurece mais rápido que o homem" tudo uma baboseira, mulheres são sexualizadas mais cedo e é essa a desculpa que um bando de homens usam para dizer "fecha as pernas" "ai mas você é tão novinha para ter esse corpo de mulher" "ah mas ela tinha cabeça de mulher".

Crescer para fora de um estereótipo machista cujo só estava destinada a "dar trabalho ao meu pai" me frustrou em diversas partes da minha vida, que só enxerguei agora caminhando para a vida adulta. Agradeço muito pela oportunidade e reconheço todos os meus privilégios em poder largar uma bolsa numa faculdade particular e ir cursar uma pública com pais que abraçaram o meu sonho como se fosse deles e trabalham muito para que possa se tornar real.

Só que ainda é tão complicado entender que agora sou apenas responsável por mim mesma e nada mais. 

quarta-feira, 17 de abril de 2019

Verniz terceiro álbum da banda Zimbra tem um milhão de plays | Playlist

Na última sexta, 05, a banda Zimbra @bandazimbra, lançou seu terceiro álbum intitulado Verniz. Eles fizeram uma brincadeira para interagir com os fãs nas redes sociais antes do lançamento para descobrir o nome do disco com premiação ao vencedor. Nomes como Dinho Ouro Preto e Esteban Tavares fizeram participações nas faixas Céu de Azar e Quem Diria. O grupo é de Santos - SP, terra do cantor Alexandre Magno que foi vocalista do Charlie Brown Júnior, que tem influência na identidade musical da banda.  Apesar de ter diversas influências de outras bandas de rock nacional, o som dos caras de Santos é muito original. Letras melancólicas, mas também realistas e extremamente sensíveis. 

Bola (@bolazimbra), o vocalista e um dos responsáveis pelas letras sempre compõe sobre situações o cotidiano, dando um tom muito pessoal a suas letras, por mais que as histórias não sejam suas, a maneira como ele as dá voz tem uma sintonia muito particular com suas melodias, é incrível e pouco encontrada no cenário de música brasileiro atual, que está mais preocupado em produzir ritmos genéricos feitos apenas para vender e fazer sucesso.
O álbum atingiu um milhão de plays no dia que foi lançado e teve um recepção muito mais positiva ao contrário do azul disco que o antecedeu. Seu show de lançamento ocorreu em São Paulo no sábado passado dia 13, no Teatro Marz e contou com a casa cheia. Além disso, a banda também entrou em turnê e contando com sua mais longa viagem com shows pela estrada até agora.






A identidade musical do Zimbra só cresceu ainda mais nessas faixas novas, os trompetes muito particulares nas melodias que se encaixam em momentos muito específicos das canções vem desde O tudo, o nada e o mundo primeiro disco da banda. Com dez faixas,Verniz se destaca na cena brasileira de música e consagra um novo rumo na carreira de banda independente.

terça-feira, 2 de abril de 2019

Crítica sobre o filme “Us” (Nós)



Estamos em 2019 e ainda há falhas em representação nos filmes, tanto no elenco quanto na equipe. Jordan Peele aparece entre alguns diretores para quebrar o paradigma de filmes com personagens brancos como protagonistas.

 Diretor de “Get out” e agora de “Us”, Peel apresenta um thriller psicológico contando a história de Adelaide (Lupita Nyong’o) que passou por uma experiência traumática na infância. Nos dias atuais, ela e a família estão viajando e se encontram com os amigos no local em que sofreu o trauma. A atmosfera não é confortável e estranhos acontecimentos ocorrem quando uma família quase idêntica a eles (com suas peculiaridades) aparecem na frente da casa em que eles estão.

Com um forte elenco escolhido, as atuações estão impecáveis. A trilha sonora cria um ambiente perturbador e sombrio que prende a atenção. Ao longo do filme aparecem alívios cômicos para equilibrar o clima. São plantadas diversas metáforas e detalhes que são importantes para a história ser construída.

*Essa parte contém pontos importantes da trama, mas sem grandes spoilers.*

Entre várias teorias criadas para o filme, a desigualdade e exclusão social são apresentadas. Em uma das cenas, é perguntado para os doppelgängers quem eles são.

 A pessoa principal do grupo responde que são americanos. É possível conectar essa frase em questão politica quando os clones fazem uma corrente humana no país nos remetendo ao muro com o intuito de separar os Estados Unidos dos outros países; além de pensar que o nome do filme é “us”, sigla de United States. É mostrado “Jeremias 11:11” escrito em um cartaz que significa: “Eis que trarei mal sobre eles, de que não poderão escapar; e clamarão a mim, mas eu não os ouvirei.” A realidade dos doppelgängers é viver no subterrâneo com condições escassas. Eles são oprimidos, excluídos e negligenciados. Enquanto as pessoas que vivem na superfície têm oportunidades e condições de vida.

O filme está em cartaz nas salas de cinema. Se você está curioso para assistir ou já viu, comenta aqui suas expectativas ou sua opinião sobre o filme.

quarta-feira, 13 de março de 2019

Desconectada de mim | Escritos

Foto: Tumblr

Toda vez que as palavras fogem de mim, me desconecto de mim mesma. É incrível como a escrita me salva dos acúmulos dentro do peito e das minhas crises mais horríveis. Agora escrevendo isso eu até posso sentir uma dessas vindo, mas a cada palavra escrita é como se doesse menos. É muito difícil levantar todo dia, saber que tem uma vida toda pela frente quando quem se ama foi embora e não vai voltar mais. A vida é um sopro e cada dia que passa fico mais certa disso. Me mudei para uma cidade nova e apesar de levantar todo dia para ir a aula, anotar assuntos, responder perguntas, conversar e interagir sinto que parte de mim ainda fica adormecendo todo dia na minha cama. É como se não conseguisse mais vivenciar a mesma experiência de quando vim nas primeiras semanas antes do carnaval.

Alternar entre dor e tristeza profunda é um dos tantos estágios do luto. Apesar de a saudade me castigar todo dia ainda não parece que minha amiga se foi. Vejo nossas fotos, releio meu texto de despedida, olho para a pontinha da agulha no meu braço do dia em que doei sangue e ainda não parece real. Prometi que sua memória e legado enquanto pessoa viveriam comigo, Nicole, o vestibular solidário e todas as nossas amigas. Ainda leio suas mensagens no grupo às vezes, mas queria era ter coragem para escutar um de seus áudios sem ficar em prantos. Seu aniversário está se aproximando e sei que nesse dia levantar da cama e viver sem ti vai doer mais que o de costume.

Me apoiar na escrita era meu refúgio, mas nem isso tem me ajudado muito já que escrever se tornou uma tarefa quase impossível com o bloqueio. As leituras andam bagunçadas, a vida tento organizar um pouco todo dia, o coração parece mais leve num dia e no outro pesa de saudade de ti, meu cachorro, meus livros, meus pais, minha avó e os meu amigos. As noites aqui são frias e não tão quentes como em Recife o que faz com que me enrole no meu edredom e não queira sair de lá no dia seguinte, mas saio sabe. Me arrasto até o banheiro, escovo os dentes, visto uma roupa e calço um sapato. Sei que odiaria que me afundasse na ansiedade ou nos meus complexos internos e deixasse de viver. Por isso acordo, penso na sua força e até peço um pouco dela emprestada e assim vou viver.

Só viver.
Leve, devagar e uma coisa de cada vez.
Num ritmo menos Andresa de ser que estava sempre ligada no duzentos e vinte, mas aos poucos vou recobrando os sentidos a confiança em mim mesma, nas palavras e no que planejei viver aqui nessa cidade.

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