Amor em 4 patas | Escritos

No último dia 13, fez um ano que adotei o Malfoy (sim, pus seu nome de Draco) queria algo que estivesse dentro do universo de Harry Potter que basicamente já faz parte de mim. Essa linda coisinha de quatro patinhas me ensinou mais sobre amor do que as pessoas que já passaram pela minha vida. Que ás vezes ele vai comer meu sapato e só vou saber rir ou estragar minha apostila de inglês, fazer xixi na minha blusa favorita e destruir o sapato novo da minha mãe antes de ela ter usado por uma semana. 

Aprendi com esse amiguinho que amor é muito mais que tolerância é compreensão. Nos dias de chuva quando a gente não pode passear ele fica triste e tento dar todo carinho do mundo ou quando estou com cólica e nem consigo andar, mas me arrasto até o chão do terraço para deixar-ló deitar no meu colo e fazer carinho até ele pegar no sono. Me ouvir cantar Anavitória, Djavan e Caetano. 

Ter um cachorro é como ter um filho e por muitos meses me perguntei se tinha feito a coisa certa em adotar um. Ás vezes não me acho capaz nem de cuidar de mim mesma, mas adota-ló me fez perceber que, sei sim, cuidar de mim e todos a minha volta. Quando ele fica doente choro se o remédio não ajuda, fico ao seu lado como minha mãe ficava do meu quando tinha as famosas crises de asma e ia parar o hospital.

É dar amor para alguém que compreende em segundos se estou triste. Que me deixou noites sem dormir quando ainda era filhote não tinha se adaptado ao novo lar. Que corria pro quarto dos meus pais para filar o ar condicionado, pois é calorento demais. Que ficar triste quando toma banho, mas fica imensamente feliz quando termina de tomar. Alguém que se bobear vai dar um pulo e roubar seu pacote de biscoito favorito e ter dor de barriga no dia seguinte.Todas as definições de amor e felicidade em quatro patas.

Amo você Malfoy, minhas manhãs jamais seriam as mesmas sem você pra lamber meu rosto.

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