A geografia de nós dois | Estante

Nome: A geografia de nós dois.
Autora: Jennifer E. Smith
Editora: Galera Record
Páginas: 271 páginas.
Classificação: 
Onde encontrar: Amazon | Cultura |Saraiva| Submarino

Sinopse: Lucy e Owen se conhecem numa noite quente de verão em Nova York que causou um blecaute na cidade inteira. Em meio a essa escuridão, sorvete derretido esse encontro acaba tomando outras proporções e desencadeando sentimentos que ambos não esperavam. Uma noite foi o suficiente para ambos não pudessem esquecer um ao outro. Mas Lucy terá que mudar-se para Londres com os pais e Owen sair numa road trip de carro sem destino na companhia do seu pai. Mesmo longe um do outro isso não impede o sentimento de florescer, Será que o amor pode vencer a distância? 

Lucy é apaixonada por Nova York, conhece a ilha inteira e a considerada sua casa. Owen acaba de mudar pra cidade e depois da morte da mãe o pai sente-se na necessidade de explorar novos ares e mudança da Pensilvânia ajudará muito nisso. Eles tem estilos de vida completamente diferentes, mas como o pai acaba indo trabalhar no prédio onde a garota mora eles acabam se esbarrando e pegando o mesmo elevador. Nesse mesmo dia ocorre um blecaute que deixa boa parte da América sem luz e os deixa presos no elevador, eles começam a conversar e logo são regatados de lá. Assim eles partem pra explorar uma Nova York completamente diferente as escuras com sorvetes derretidos, trânsito caótico e em meio as estrelas que são a única fonte de luz .

Após esse tour pela cidade eles sobem pro terraço do prédio que é o lugar favorito dele. Eles conversam sobre mutas coisas e ele fala muito sobre as estrelas deixando-a fica encanta já que é muito difícil olhar e conhecer as trelas graças as luzes da cidade que ofusca a beleza delas, mas ao acordar pela manhã o garoto não está mais no terraço e isso a deixa um tanto chateada. 

A comunicação entre eles é toda feita através de cartões postais depois disso. Quando Owen visita sua casa e percebe que a geladeira é lotada de cartões postais perguntas foram inevitáveis, como seus pais fazem muitas viagens nunca tem tempo para leva-lá a enviam cartões postais e é assim que ela conhece o mundo. Os pais de Lucy quando voltam de viagem dão a notícia de que eles iram se mudar para Londres e Owen sai num rod trip com seu pai ajudando-o a se recuperar da morte da mãe. Enquanto Lucy conhece cidades da Europa Owen sai explorando seu próprio mundo, ambos descobrindo a si mesmos.


Minhas impressões:
A fluidez da sua escrita sempre é muito evidente e isso impede de largar o livro antes do fim.

O livro é um clichê, mas a sua escrita e as particularidades o tornam inesquecível. A maneira com a autora fala de amor é linda com uma sensibilidade incrível, Mas as minhas expectativas da leitura do se basearam na leitura do seu livro anterior A probabilidade estatística do amor à primeira vista, esperava bem mais desse.

Não foi  uma experiência ruim ela só se prolongou demais em alguns pontos e isso incomodou minha leitura um pouco, mas não suficiente para me fazer largar a história ou abandonar o livro. Também aborda problemas familiares de formas diferentes já que eles são de classes sociais opostas. 

Acredito que esse seja o diferencial de seus livros  a profundidade que constrói os problemas e seus personagens e os resolve em poucas páginas. A Jennifer consegue traduzir alguns sentimentos em forma de diálogo ou reflexão que ás vezes acho que não é possível traduzir em palavras, mas é só ler outro livro dela que encontro tais sentimentos. É mais um daqueles romances fofinhos e que são muito prováveis de acontecer.
Citações favoritas: 
Sempre trás de todos, como uma elipse ao fim da frase.
Nada é o que é. As coisas estão como sempre mudando. Elas sempre podem melhorar.
Tem tantas maneiras de estar sozinho aqui, mesmo quando estamos rodeados por todas as pessoas.
E, pela primeira vez em semanas, ele se sentiu acesso por dentro, mesmo na mais escura das noites.
Porque é isso que acontece quando se está com alguém assim: o mundo se encolhe e toma a proporção correta. Moldando-se para comportar apenas duas pessoas, e nada mais.
E a geografia da situação - a geografia de nós dois - estava completamente errada e irremediavelmente errada.
Não é porque pintamos a casa que a mobília ali dentro muda. Tinha que ser igual com as pessoas. No fundo, bem dentro do seus corações, elas continuariam as mesmas, não importa onde estivessem, certo?
Afinal, nem tudo pode durar. Nem tudo deve ter algum significado.
Não havia espaço para palavras; tudo o que restava eram dois corações batendo.
Nunca sabemos a resposta até saber a pergunta.

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