Escritos: Endereçada pra você.


           Leia ouvindo: Oasis - Wonderwall, Birdy - Tee shirt.                            


São quatro da manhã e provavelmente quando acordar e recobrar um pouco da minha sanidade mental, me arrependerei de cada palavra escrita neste texto. Enquanto toca Oasis, seco minhas lágrimas. Acabo de terminar de ler um conto de natal, nele por mais que evitasse encontrei você em todas referências amorosas. Talvez eu me martirize por isso, pois lembro-me do natal passado e o quão tola fui por ter deixado aquela história mal resolvida, por ser medrosa demais pra correr atrás do que queria na época.

Uma pena meus acessos de coragem aparecerem as quase cinco da manhã, quando não tem ninguém olhando. E todos em forma de texto, provavelmente esqueceria toda e qualquer palavra se estivesse olhando pra você, como sempre digo: Escrevo melhor do que falo. Nunca sei demostrar o suficiente ou transbordo ou não demostro, algumas das minha peculiaridades enquanto pessoa.

Ainda não sei o intuito de te escrever depois de tanto tempo, na verdade alguns meses. Nunca sei ao certo, sou péssima com datas. Um bagunça que anda, como gosto de dizer a mim mesma. O céu está meio cinza, acredito que será um manhã chuvosa. Preciso dormir, recordo-me disso porque começou a tocar Birdy e as músicas dela são ideias para isso. 

Não queria dizer adeus agora, porém temo perder a hora de estudar amanhã. Não costumo endereçar as cartas que escrevo aqui, mas queria endereçar esta. Só pra dizer que a qualquer dia e a qualquer hora você ainda pode vir conversar e contar como foi seu dia.

                                 Com amor, Andresa.

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