#LeiaUmNacional: Leila Krüger.

by - sábado, agosto 29, 2015


Oi gente, tudo bem? Essa semana foi corrida pra mim e teve diversos contra tempos por isso post não foi ao ar na quinta, me desculpe. A autora entrevista foi a Leila Krüger, espero que gostem de conhecer um pouco dela e de seu trabalho!

PROJETO LEIA UM NACIONAL – ENTREVISTANDO ESCRITORES NACIONAIS.

1º Por que decidiu se tornar escritora?  
Nunca decidi, apenas aconteceu. Hoje vejo que é algo vital para mim, escrever livros, poemas, seja o que for. Eu tinha uma história pra contar e resolvi publicar um livro, publiquei-o em fim de 2011, após um bom tempo de escrita e revisões, e o resto foi espontâneo, veio um livro de poemas e um de crônicas... Meu caso de amor com a literatura está mais forte a cada dia. Eu leio os livros, os livros me leem.  

2º Qual sua maior inspiração para escrever?
A princípio, qualquer coisa pode me inspirar. Nunca sabemos... Há, claro, aquelas coisas clássicas, propícias, como um belo luar, a chuva da janela, estrelas, o mar, músicas que mexem com nosso coração. Mas há, também, aquela inspiração inesperada, que vem no seu silêncio interno – mesmo que você esteja rodeado por uma multidão. Tudo para, exceto dentro de você, e aí você coloca em palavras, como um gotejar, às vezes um tanto furioso, de sentimentos e realidades que, em algum lugar de você, existem.    

3º Já teve uma fase de bloqueio criativo? Se sim, como foi que consegui sair dela?
Claro que já, até porque a inspiração vem quando bem entende. Acho que são fases, e também a criatividade varia conforme o dia, como o humor. Não posso – e se alguém conseguir fazer isso, me conte – simplesmente sair à força da crise de criatividade, só posso continuar vivendo e esperando que a vida venha inundar minha alma de palavras para contar. Por isso, sempre viver, nunca deixar o medo impedir, nós escritores temos a vida como matéria-prima e precisamos saber como ela é, seja observando ou vivendo por nós mesmos. Somos, acredito, aventureiros, nem que apenas do olhar muitas vezes.

4º Você acredita que as pessoas estão se tornando leitores mais cedo hoje devido ao mercado literário estar bem variado? 
Acho que sempre houve literatura para as crianças, a partir do momento em que os livros se disseminaram. Mas é claro que o mercado tem investido bastante em leitores infantis e juvenis, pois leitores desde cedo cativados se tornam leitores fiéis quando adultos. Também acho que não há muita delimitação entre gêneros, por exemplo um livro infanto-juvenil pode às vezes ser lido perfeitamente por adultos, e jovens leitores podem às vezes ler livros mais sóbrios, para um público mais amadurecido. Há muita variedade, tudo se mistura e flui, o leitor procura sempre coisas novas, realidades novas nas quais mergulhar. Agora, acredito que, no Brasil, é precária nossa cultura para formar leitores assíduos, tanto que a média de leitura por pessoa no Brasil é muito baixa, muita gente nunca leu um livro na vida. Isso deve vir de um hábito incentivado pela educação e pela família, cada um encontrando seus gêneros preferidos. Ler ajuda a aguçar a atenção, a pensar por si mesmo e a se distrair e desenvolver a criatividade, além de melhorar o vocabulário e a comunicação do leitor com outros e o mundo, dando a ele conhecimentos variados.

5º Qual seu escritor favorito e por quê?
Clarice Lispector. Não porque tá na moda, mas porque nunca vi alguém descrever tão bem, em forma de palavras, os sentimentos e as situações mais recônditas da alma humana. De uma forma simples, incisiva, inacreditável. Agora, eu gosto de vários, como Nora Roberts, Mario Quintana, até Dan Brown, Rick Riordan, Umberto Eco,  pra falar a verdade não me ligo muito a autor, mas a livros que acho interessantes. E me considero bem eclética. Posso querer ler coisas que até eu duvido.

6º Gosta de produzir ouvindo música? Se sim, quais?
Já fiz isso muito mais do que faço hoje. Ando preferindo o silêncio da noite, a melodia adorável dos raios de sol à tarde... Tenho buscado mais as coisas, as palavras, no meu ruidoso íntimo. Um mar agitado, às vezes calmamente melancólico. Mas tenho o hábito de sempre escolher, mesmo que sem querer, músicas que sejam como que a “trilha sonora” do que escrevo, não que eu vá escutar enquanto crio, mas apenas as escuto na época em que escrevo cada coisa. Reencontro eu escrevi escutado muita música, e elas realmente foram citadas no livro. Agora, o livro que tô escrevendo nesse momento, apesar de fazer referências a várias músicas, tem sido menos, digamos, espontâneo, tô desenvolvendo com cuidado, método, e emborcando junto paixão e intuição, é claro. Escrever um livro é um trabalho que exige seriedade, dedicação e transpiração, também. 

7º Hoje em dia os jovens vem cada vez mais devorando livros e mais livros, No futuro acredita que boa parte da nossa sociedade vai adotar o hábito da leitura com mais facilidade?
Falando do Brasil, tenho esperança de que as pessoas leiam mais, porque é um dos países em que menos se lê, seguindo o exemplo das sociedades do Terceiro Mundo, que costumam priorizar menos a cultura e a instrução, o que vem lá da raiz de uma má educação. Mas sim, acredito que cada vez mais pessoas vão ler mais coisas, que o hábito de leitura vai ser disseminado cada vez mais, em todo o mundo, seja em livro impresso, a moda antiga, ou digital. A mídia, o governo, os autores, as escolas, todo mundo pode ajudar nesse intuito de incentivar a leitura – e a escrita, por que não – na sociedade.  

8º Qual sua relação com seus leitores?
Sempre tento ter a melhor relação possível com eles. É para eles que escrevo, é a eles que quero tocar com cada linha, com cada ideia. Adoro quando se expressam, dão opinião sobre o que escrevo, adoro quando posso trocar ideias com eles. Tento sempre ter canais direto de comunicação com o público leitor através das redes sociais. Os escritores não são mais eremitas que vivem no alto das montanhas, levando suas histórias e seus conhecimentos ao grande público que não os compreende, como muitas vezes aconteceu, ou então seres meio invisíveis que escrevem em quartos fechados. Hoje o escritor está muito unido aos seus leitores, e ambos constroem juntos ideias e interagem bastante, o que é ótimo. A mídia tem apoiado muito essa aproximação, assim como o mercado literário, os eventos, e, é claro, a Internet.  

9º Sei como é maravilhoso para um escritor ter seu trabalho reconhecido, Como foi saber que livro seria publicado?
Fui saber por um e-mail que recebi. Minha obra foi selecionada, na verdade por mais de uma editora, mas escolhi a que julguei melhor e não me arrependi. É claro que é uma emoção imensa, uma euforia, uma sensação de “não acredito!”, e olha, a cada livro é assim, ou deveria ser, porque cada um é um filho diferente, criado e cuidado com carinho e amor. Posso dizer que minha vida realmente se divide em antes e depois do meu primeiro livro publicado. 

10º Faça ma lista dos seus 5 livros nacionais preferidos.

Olha, não venho lendo muitos nacionais, não, pra ser sincera. Mas posso citar todos os do Erico Veríssimo, em especial a trilogia “O Tempo e o Vento”. “A paixão segundo G.H.”, da Clarice Lispector, mas não é um livro que todo mundo iria gostar, é bem existencialista, eu acho. “Ciranda de Pedra”, da Lygia Fagundes Telles. “Dom Casmurro”, Machado de Assis. E, pra fechar cinco, “Breviário das Terras do Brasil”, do Luiz Antônio de Assis Brasil, pra mim um dos melhores romancistas vivos do Brasil. Mas queria e quero ler muito, muito mais autores, inclusive nacionais. 

A autora mandou um extra para vocês e nos presenteou com release dela!Nasceu em Ijuí, Rio Grande do Sul. É romancista, poeta e contista. Tem poemas e contos em jornais, revistas e portais na Internet. Lançou Reencontro, sua primeira obra, um romance, em 2011 pela Editora Novo Século – SP. Após recebeu premiações nas categorias conto e poesia. Lançou o livro de poemas A Queda da Bastilha na Feira do Livro de Porto Alegre em 2012, pela Confraria do Vento – Rio. Em 2014 publicou o livro de crônicas Coração em Chamas, pela Multifoco – Rio, selo Redondezas Crônicas. Participou de várias antologias de poemas e contos entre os anos de 2011 e 2014.
Página no Facebook (sempre atualizada): www.facebook.com/leilakrugeroficial
Página do romance Reencontro: www.facebook.com/reencontroleilakruger (com link para o 1º capítulo)
Blog: www.leilakruger.blogspot.com.br (parado, mas tem material)
Colunista nos portais:
- Tribo do Livro www.tribodolivro.com
- Arca Literária www.arcaliteraria.com.br

REENCONTRO
SINOPSE:
"Está bem no fundo. Não se pode alcançar... aos poucos, vai roubando o ar.” Ana Luiza vai perdendo seu fôlego: o fim de (mais) um grande amor, um pai distante, uma mãe fútil, uma amizade complexa e "pessoas que sempre vão embora". Com suas músicas de rock, seus livros e seus cigarros, Ana Luiza vê sua vida desmoronar. "O amor é uma ferida”, ela sentencia. Mas a “garota de olhar longínquo” tem um encontro inesperado com um alguém aparentemente muito diferente dela: os “olhos imensos”, que tudo veem... Presa em seu próprio mundo e rendida ao álcool e às drogas, Ana Luiza tenta fugir. Principalmente do temido amor, que tanto a feriu... Como encontrar, ou reencontrar o próprio destino? Até onde o amor pode ir, até quando pode esperar? O que há além das baladas de rock e dos poemas românticos? Poderá o amor salvar alguém de sua própria escuridão? Às vezes, é necessário perder quase tudo para reencontrar... e finalmente poder amar.
Página no Facebook (com link para o primeiro capítulo: www.facebook.com/reencontroleilakruger
Primeiro capítulo:
Algumas resenhas:

Disponível:
Livraria Cultura, Saraiva, Americanas, Submarino, Extra, Ponto Frio, Casas Bahia e outras lojas online e físicas.

A QUEDA DA BASTILHA
SINOPSE:
"Da Leitura de A Queda da Bastilha ficam algumas conclusões: a primeira é que a poesia brasileira ganha uma nova e exímia autora; a segunda é que é possível, recolhendo elementos cotidianos, transformá-los em poesia falando deste ente tão extraordinário que é o ser humano." (Roberto Schmitt-Prym)
Algumas resenhas:
Disponível:
Livraria Cultura, Saraiva, Cia. dos Livros

CORAÇÃO EM CHAMAS
SINOPSE:
Amar duas pessoas ao mesmo tempo, amar pelo computador, matar por amor, não saber que ama, desistir de amar. Coração em chamas! Apresentam-se aqui dez histórias confessionais de amor e loucura, vividas pelas mais diferentes figuras: uma garota de programa, um padre, um poeta, uma atriz famosa, um milionário e até um amigo do poeta Álvares de Azevedo, do século XIX, entre outros. Eles confessam! Apenas você poderá saber... não conte a ninguém...
Algumas resenhas:
Disponível:
Impresso:
Livraria Cultura
Em ebook:

Espero que tenham gostado de conhecer a autira, já leu algum livro dela? me contem nos comentários!


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